Há muito tempo se ouve falar sobre os efeitos nocivos do álcool na gravidez. No entanto, consumir álcool ainda é frequente em uma grande parcela das gestantes.  A SPSP, em busca de uma compreensão maior sobre o tema, criou um grupo de estudos sobre Álcool e Gravidez. Em 2010, foi lançado um manual com as principais conclusões. Entre elas, descobriu-se que  55% das mulheres gestantes ingeriam álcool, dentre as quais 6% eram classificadas como alcoolistas. O manual foi disponibilizado gratuitamente no site e diversas ações foram promovidas com o objetivo de divulgar os conhecimentos reunidos ao público em geral.

Fornecer informações corretas, seguras e conscientes aos cidadãos é um dos deveres estabelecidos no Estatuto da SPSP (art. 5, alínea i). Por este motivo, monitorar o que é propagado pelos veículos de comunicação é imprescindível. Em 2014, uma matéria publicada em uma revista de grande alcance afirmava que o consumo moderado de álcool durante a gravidez não é prejudicial ao feto. Logo em seguida, o Grupo de Estudos dos Efeitos do Álcool na Gestação solicitou a retificação da matéria, pois a mesma transmitia informação incorreta à população. A revista em questão não se pronunciou a respeito.

Desde então, a SPSP, em parceria com a Marjan Farma e outras entidades médicas, abraçaram definitivamente a causa de divulgar e prevenir a SAF. Até o momento, diversas ações foram promovidas. Em 2014, ocorreu a I Caminhada Contra a Síndrome Alcoólica Fetal; foram distribuídas camisetas a celebridades para divulgação e solicitação de apoio à sociedade. A campanha #gravidezsemalcool ganhou site, marca e redes sociais próprios para que alcance o máximo de pessoas e conscientize às futuras mães da importância do álcool zero na gravidez.

Como toda ação gera uma reação, alguns frutos foram colhidos. Em Lins, foi instituída a Semana Municipal de Prevenção à Síndrome Alcoólica Fetal, pelo prefeito Edgar de Sousa, com o objetivo de criar ações para informar toda a população e, principalmente as gestantes, sobre como o álcool pode prejudicar o seu filho e, por conseguinte, torná-lo um cidadão com limitações irreversíveis.

Em 24 de Outubro de 2014, foi aprovada a lei n° 291/16, em Presidente Prudente, que obriga todos os estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, como restaurantes, lanchonetes, bares e hotéis a fixarem um cartaz com o alerta “Prevenção Síndrome Alcoólica Fetal: a ingestão de álcool durante a gestação pode prejudicar a saúde do feto”.  O projeto de lei foi uma iniciativa do Dr. Régis Assad, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatoria e Cuidados Primários da SPSP e do Rotary Club. Após, outras cidades vizinhas aderiram ao projeto, entre elas Bauru, Marilia,Dracena,Adamantina, Lucelia,Presidente Venceslau.

No carnaval deste ano, a Pernot Ricard aderiu à campanha e durante o período, as garrafas de bebidas alcoólicas receberam gargaleiras com a nota da campanha. As garrafas com as gargaleiras divulgavam a mensagem: “A Sociedade de Pediatria de São Paulo lançou a campanha #gravidezsemalcool contra a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), que busca alertar as futuras mamães sobre os riscos de se ingerir álcool durante a gestação. Só para ter uma ideia, qualquer quantidade de álcool pode levar à SAF, doença grave e sem cura, que acarreta deformações e sérias desordens no sistema nervoso da criança”.

Campanhas de prevenção que comecem antes mesmo da gestação poderão fazer a diferença na saúde das crianças, dos jovens e do futuro adulto. A SPSP acredita que a disseminação responsável de informação científica à sociedade é um dos principais passos para qualquer mudança, no entanto, também cabe a todo indivíduo compartilhar e colaborar para que os resultados alcançados se tornem práticas do dia a dia.

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